
A vida nos apresenta coisas boas com um certo encanto, as vezes muito difícil ser notado, pelo menos para as pessoas mais sensíveis.
Como no amor, que sensibilidade vem á ter mesmo aqueles com menos disposição em senti-lo, e como se concordando quase sem querer levam á sério seus sentimentos.
Pensando no amor de criança que antes de qualquer outro querer, vem sendo levado ao sabor do primeiro beijo, adquirindo assim a semente da paixão.
Quisera essa sementinha brotasse em primeira mão, mas não é sempre isso que acontece, sentimentos similares tomam conta, e como erva daninha se desdobram em ficar.
Ahh!! foi bom enquanto durou, amor infantil traz a certeza do gostar, gostar esse que nem era amor, mas que depois se tornaria sim, e a semente viria brotar.
Sabedoria que já vem conosco, amor de uma infancia que nem se perderia se não fosse a dor daquilo que não conhecia, mas estava lá sempre á redor.
Como se puxando para fora de sí, mas em uma escala muito grande, pobre criança, que nem sabe ainda se defender, estava prestes á provar o maior dos desafios.
Se nas proprias crianças venha ser forte, como os adultos conseguem suportar, pois as pessoas ainda hoje não conseguiram aprender a lutar, nem qual armas usar.
Estar munido de sentimento só não basta, se por outro lado a dor for mais forte, tudo vem por água á baixo, castelo de areia se desmonta com as ondas.
Os bravos se elegem por sí só, porque sabem colocar á frente de seus sentimentos o coração como escudo, o amor sabe lidar com isso!
Mas os mesmos bravos de hoje, um dia foram crianças que choraram por seu amor, e tem como força de defesa as lembranças das dores do passado.
Saber lutar em defesa de sí, é olhar para frente, e ver o inimigo com firmeza, mas se o inimigo for o amor, ele mesmo por ser o senhor de nós, quebra todas as defesas.
Mais sensato seria propor uma trégua, que por estratégia venha dar tempo de repor as armas em estado de alerta, como nos seguimentos militares.
Mas estamos falando de sentimento humano, pois como até na guerra existem leis e são respeitadas, sentimento pois, não respeita nada.
Mas vivemos como seres submetidos ao amor que toma as rédias da nossa vida nos fazendo as vítimas de seus caprichos de criança levada.
Em contrapartida temos um certa parcela de culpa, levamos a vida em fazer os gostos do coração, deixando o amor se tornar um sentimento mimado, mal acostumado, mal educado.
Bem como as crianças que não percebem o que estão fazendo, o amor sabe muito bem o que faz, e coloca como numa prisão o coração, que culpa nenhuma tem.
Coração preso amargurado, lembranças vivas do passado, passado esse de quando era uma criança, pois seu pequeno coração, o amor não podia prender.

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